terça-feira, 31 de julho de 2012

BUSCANDO A LIBERDADE





Sempre que a vida me isola, nas grades do dia-a-dia,
abro a porta da gaiola, com a chave da poesia.

Nesta vida quanta gente, na incerteza do arriscar,
olha o mundo aberto à frente, porém tem medo de voar...

Teu amor, gaiola aberta; meu coração, passarinho
que por nada se liberta das grades do carinho.

Sabe, minha opinião?
Passarinho na gaiola não canta, lamenta.

Alguém já questionou sua liberdade? Observou um passarinho na gaiola e seu desejo de sair dali?
Voando de um lado para o outro da gaiola, fazendo isso o dia inteiro.
Nunca gostei de ver passarinho em gaiola, me desperta sentimentos ruins.
Até parece que ele fica fazendo apelo, maquinando a melhor forma para – sem deixar suspeita – executar sua fuga.
Era só soltar o bicho e quebrar a gaiola.
Mas tem um fato, romper rapidamente a porta da gaiola, pode acontecer do passarinho não sair...
Será que quando a gente fica muito tempo na escuridão, a luz cega? Será que quando a gente fica muito tempo na prisão, não consegue mais ver a liberdade, como é o caso de alguns passarinhos?
Medo? Incredulidade? Indiferença?



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domingo, 29 de julho de 2012


2° Fórmula da Energia






"A atitude de aprender sempre é uma das maiores virtudes, pois nada ocorre por acaso.
Não espere nada de novo acontecer, faça você mesmo, afinal você já é um vencedor.
Já dizia a antiga música, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Tenha atitude, acredite em você!"


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TAMPINHA DA LARANJA




A infância no interior sempre traz recordações, e olha que nem faz tanto tempo assim para eu dizer que sou saudosista. Mas não posso negar que tenho saudade da vóva e da mãe sentadas com uma tigela cheia de laranjas no colo, uma faquinha cabo de madeira, quase que “completamente sem corte rs”, chamando a gente para a sobremesa. Bons tempos em que descascar laranja sozinha eram quase sinônimos de independência. Saudade das brincadeiras, de descascar a laranja sem quebrar a casca, jogar aquele espiral no telhado pra ver se caía, apertar a casca para ver a chama da vela aumentar e fazer um óculos super transado cor de laranja ahaha. Brigar pela tampinha, que até hoje é a melhor parte da laranja.
Sempre achei que existe um fio ligando o olfato à memória. Quando o cheirinho do café coado entra pelo nosso nariz, parece que estamos acordando na casa da nossa mãe, vestindo o uniforme do grupo escolar e nos preparando para ir para a escola.

Foi isto que aconteceu comigo outro dia. Meu marido descascou uma laranja pra mim e me deu a famosa TAMPINHA... Ai que coisa mais gostosa!!!

E rapidamente fui abrindo o baú da memória onde guardo as coisas boas da infância, prontas para saltar para fora.




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sexta-feira, 27 de julho de 2012

FÓRMULAS DA ENERGIA


Olá amigos,
Hoje vou inaugurar mais um cantinho caipira, onde crescemos com os golpes duros da vida e os toques suaves da alma.
Irá chamar-se “FÓRMULAS DA ENERGIA”.
Serão espécies de exercícios e mensagens para lidarmos melhor com os momentos difíceis da vida, limpar a mente cultivando somente bons pensamentos. Acreditar no sucesso total, com fé, otimismo e ação.
Quem não precisa de força? Não é mesmo?
A vida é cheia de obstáculos em todos os âmbitos, seja no trabalho, no amor, na família...mas há de termos coragem e atitude para contornarmos estes obstáculos, com uma atitude positiva em todos os níveis.
Esta será mais uma oportunidade para que juntos possamos nos fortalecer e enfrentar a vida de uma forma mais leve.
Vamos lá?


1º Fórmula da Energia


" Não basta ter boas qualidades, cumpre saber usá-las.
A mente quando concentrada possui uma força grandiosa.
Se por vezes, perdemos a concentração no objetivo que almejamos,
 precisamos retomar o controle de nossa mente,
focar, e dirigir nosso pensamento e atitudes
em prol do que desejamos alcançar.
A perseverança caminha ao lado da força
na realização de grandes coisas."



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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A LINGUAGEM DA ROÇA


Uma das principais curiosidades de nossa língua é o fato de o matuto, o caipira de raiz, não falar palavras proparoxítonas. Nem sob ameaça. Só me dei conta disso na faculdade. E me lembrei dos constantes e perdoáveis deslizes de amigas e familiares, então pouco ou nada escolarizados, quando eu ainda era criança. A conversa era mais ou menos assim:

- Cês qué laranja com aço ou sem aço?

- Amanhã nóis vai nadá no corgo.

Tem base? Tem. A sonoridade das proparoxítonas é bastante sofisticada para ouvidos camponeses. Apetecem-lhes mais os ruídos de carro de boi, grilos, cigarras e córregos.

Têm bom gosto. A história registra que o latim clássico, lá nas lonjuras do tempo, continha um número enorme de vocábulos proparoxítonos. A plebe da época, porém, não os pronunciava; ou falava trocando a sílaba tônica; ou “comendo” uma sílaba; ou adaptando a palavra ao gosto do freguês. O que ocorre até hoje.

Nessa toada, Cícero vira Ciço, fósforo vira fosso. O certo é que na roça, convivendo somente entre nativos, não se ouvem proparoxítonas. Atesto e dou fé.

Igualmente não se escutam outras sofisticações da língua, como verbos conjugados no subjuntivo e preposições bem empregadas: “Espero que você vá à cidade com o Hermógenes”. Alguém já captou isso de um fazendeirão mais tosco? Sem chance.

O importante, no entanto, é se comunicar. A gente aprende e se diverte com o pessoal não muito achegado à gramática. Gente que tem muito mais histórias pra contar do que nós da selva de pedra. O médico – ou melhor, o dotô – João Guimarães Rosa conhecia bem essa turma boa. Grande parte de sua genialidade residiu em captar seus falares e jeitos e até em inventar um tantão de neologismos.

Por falar em “se diverte”, atribui-se a meu saudoso pai um episódio pitoresco: escalado para levar um cavalo de uma fazenda a outra – e voltar bem rápido – Lalinho, como era conhecido, é saudado na chegada:

- Oi, sô! Tudo bão?

- Bão, mais com muita pressa...

- Num tem pricisão de pressa, sô. Vâmu apiá.

- Não, sô. Só vim intregá o cavalo...

Até hoje não se sabe como devolveu o animal sem apear. Coisas da roça.

Para quem não conhece, leiam João Guimarães Rosa. E os mais simplórios, com toda certeza conseguirão se encontrar em toda a história... Deliciosa brincadeira com a língua!!!


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segunda-feira, 23 de julho de 2012

COR TERRA



Sonhos...

Cada um com os seus. Os meus parecem sempre ir para a mesma direção.
Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade do encanto, do desejo de abrir a janela e sentir o cheiro do campo, o cheiro do cavalo lá longe, o cheiro da realidade da vida.
A mãe natureza vem todo dia bater em meu coração, na minha memória, com o som da porteira de curral batendo, com as latas de crença, com o andar do cavalo, com o som do roer dos biscoitos e o gosto da broa de fubá.
Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé.
E uma vontade bonita, toda minha, de voar logo  para meu mundo...
Abram as porteiras, porque meu destino não é cheirar o guardado da cidade.



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sábado, 21 de julho de 2012

ALQUIMIA DOS OGROS


Todas as pessoas tem manias, algumas psiquiátricas ou OGRAS rs, mas a maioria inofensiva e às vezes engraçada. Certa vez conheci um rapaz que só comia pipoca de colher, para não sujar os dedos com o óleo. Bastaria lamber os dedos. Outro odiava tanto rabanetes, que nem servia em seu restaurante! E um irmão que comia as bolachas e guardava os recheios em fileirinhas para comer em uma vez só ao final das partes crocantes... engraçadinho e fofo!
Muitas receitas saem das panelas. Toda família traz consigo cadernos com inúmeras páginas amarelas, manuscritas e grudentas, cheias de farinha, açúcar, óleo, amor e boa vontade. Minha mãe tem algumas que são indecifráveis, a gente segue a receitinha igualzinha, mas nunca sai igual a sua alquimia. É necessário tato e artimanha para conseguir essa honraria!
Porém, não são somente as receitas que são importantes, o que sobra delas também tem um gosto especial, muito além do sabor.





Raspar panelas, formas e fundos de travessa é quase um antepasto. Lembro de esperar minha mãe bater o bolo para depois lamber as pás da batedeira, raspar com uma colher as sobras durinhas do brigadeiro e do beijinho nas paredes da panela, tirar as casquinhas crocantes de polenta que sobraram na panela, limpar o molho de carne, com um naco de pão francês, o fundo da travessa. Se isso é falta de educação eu nem quero saber. A menina que mora dentro de mim não foi educada e ainda adora fazer isto.
E aquele açúcar com canela que sobra do bolinho de chuva na travessa? Hummmm, comer ele molhando o dedo na boca hahaha, que gostoso!!! E depois dá um enjôo, arrepio de tanta doçura.
A gente segue assim, mal educando a criança em um prazer bobinho, do tamanho que sobrou na panela ou entre os dedos. Mas, para quem não gosta, lave a louça e as mãos. Por que de ogro, todos tem um pouquinho, e não faz mal nenhum!!!



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sexta-feira, 20 de julho de 2012

LEITE NO TÚNEL DO TEMPO

Tenho total adoração e veneração pela imagem da vaca.
De fato, em algumas religiões ela tem simbologia de deusa e divindade, mas no meu caso não caminho por esta trilha.
A paixão é simplesmente paixão. Ela me remete a vida da fazenda, a criação, ao trabalho, ao rebanho...
Vou registrar aqui algo "vintage", outros tempos "milk delivery", fotos de que amo muito. Vejam que fofura!!!



Um carrinho de entrega de leite. A foto foi tirada por volta de 1900 em Nova Orleans. Quanto tempo será que o leite ficava bom sem azedar? hahaha




Imagem de 1902, mostrando uma pequena menina servindo-se de um copo de leite, direto da vaca. Pura meiguice!



Imagem de 1923, mostrando um homem ordenhando uma vaca. Veja o detalhe: o homem segura uma antena de rádio e fones de ouvido para que ele possa ouvir o rádio enquanto ordenha a vaca. Além disso, ele usa a técnica de alimentar a vaca, para mantê-la calma. Minha curiosidade: que música estaria ouvindo? Risos.


Foto de 1900, a qual exibe uma cena da montanha maravilhosa com várias mulheres pioneiras na ordenha. Linda paisagem!


Trabalhador do campo petrolífero. Foto de 1939, tirada durante o boom petrolífero Kilgore, no Texas.




Esta é muito antiga! 1873, mãe e filhos num "breakfeast", horinha do lanche.



Foto de cartão postal, Pensilvânia, registrando época e necessidade do leite para nossa saúde. Foto amorosa!



Esta última... só para fechar! Lavando roupa nesta máquina moderníssima hahaha.
Simplesmente fantástico!



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quinta-feira, 19 de julho de 2012

AMIGO DO SOL, AMIGO DA LUA


Boa noite benzinho! E um alegre despertar para mais um dia perfeito como você! 



E ê criança presa ê, brinquedos de trapaças
Quase sem história pra contar
Você criança tão liberta me tire dessa peça,
E assim ter história pra contar
Estrela que brilha em meu peito e me leva pro céu
Em cantos cantigas canções de ninar
Me deixa no galho no galho da lua
No charme do sol pra me despertar

Estrela que brilha em meu peito e me leva pro céu
Encantos cantigas canções de ninar
Me deixa no galho no galho da lua
No charme do sol pra me despertar

Vem amigo nadar nos rios
Vem amigo plantar mais lirios
No vale no mato e no mundo vamos brincar
Vem amigo nadar nos rios

Vem amigo plantar mais lirios
No vale no mato e no mundo vamos brincar
(BENITO DI PAULA)
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GOSTO DE SONHO NA BOCA





Tentaram um dia me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles.
Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica.
Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o vôo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parada. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.
Agora, sorte alguns tem ou não tem. Não se compra, nem se ganha. Tenho mais voos que tombos, talvez algum gnominho mágico (se é que existem), me sopram o melhor caminho...mas o que eu acredito é que seja fé, força, DEUS.
Não temo que o sol se apague, porque sei que o SOL interno está sempre aceso, meu coração parece ser de strass!
Alguém já viu menina bruta, da terra, subir na ponta dos pés? Eu consigo, tente você também, é bastante divertido!

 
 
 
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